O imóvel da família
é, normalmente, seu bem mais valioso. E
é possível evitar prejuízos
inesperados com acidentes, forças da natureza
ou dos amigos do alheio com um seguro residencial,
que é mais barato do que muita gente imagina.
Para se ter uma ideia, ele custa cerca de 0,1%
do valor do bem, enquanto o de automóvel
varia de 5% a 15% (um carro de R$ 30 mil pode
ter um seguro de R$ 3 mil anuais, e uma casa de
R$ 250 mil, de apenas R$ 250).
Mas especialistas alertam que
é preciso entender as condições
do contrato para saber o quê é coberto
ou não pela apólice para não
ter surpresas desagradáveis na hora de
usar o seguro. Outro cuidado é definir
que tipo de cobertura é realmente necessário
para sua casa, e não gastar dinheiro à
toa.
O primeiro cuidado é saber
quais as garantias se quer comprar para não
pagar por algo que não vai usar, explica
Antonio Penteado Mendonça, professor da
Fundação Instituto de Administração
(FIA), especialista em seguros e colunista do
Estadão. Hoje, todo seguro residencial
tem de ter cobertura básica de incêndio,
queda de raio e explosão de gás
de uso doméstico.
Definida a cobertura pretendida,
o ideal é pesquisar entre várias
empresas tanto o preço quanto os serviços
oferecidos no pacote - uma vez que a maioria das
seguradoras e bancos oferece assistência
como encanador, chaveiro, conserto de computador,
desentupimento, instalação de acessórios
para casa, entre outros.
Valéria Cunha, assistente
de direção do Procon de São
Paulo recomenda: Cada pessoa deve ponderar a necessidade
ou não de assegurar o seu patrimônio
contratando um seguro residencial, mas, qualquer
que seja o caso, é importante fazer uma
aquisição consciente, ou seja, verificar
se a instituição está autorizada
a trabalhar com seguro na Susep (Superintendência
de Seguros Privados, do Ministério da Fazenda),
ler com atenção a apólice
e comparar preços dos pacotes parecidos
em diversas empresas para ver qual vale mais à
pena.
A quantidade de serviços
oferecidos influencia muito no preço final,
por isso, é preciso analisar quais realmente
serão usados para escolher o mais adequado.
De acordo com Leoncio Arruda,
presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros
do Estado (Sincor-SP), o mercado de seguros residenciais
vem aumentando gradativamente, mas muitas pessoas
só contratam depois de passarem por algum
problema como roubo ou incêndio. A estimativa,
informa Arruda, é que apenas 12% das residências
no Brasil tenham seguro residencial. Isso acontece
porque as propagandas falam muito em cobertura
contra incêndio, raio e explosão,
que são itens da cobertura básica.
As pessoas acham que a casa delas nunca vai pegar
fogo e simplesmente não fazem seguro residencial.
Além da cobertura básica,
o consumidor pode optar por pagar cláusulas
acessórias (coberturas que incluem outros
tipos de ocorrência, como vendaval, ciclone,
batida de veículo, queda de avião
e responsabilidade civil - danos causados a terceiros
pelo dono do imóvel ou por pessoas que
estão sob sua responsabilidade).
Para quem tem empregado doméstico,
dependendo da modalidade contratada, o seguro
residencial pode cobrir eventuais acidentes de
trabalho. O seguro residencial pode ser uma forma
de evitar prejuízos e economizar nos pequenos
reparos na casa, como consertos de encanamento
ou rede elétrica, diz Arruda.
|